Por Antônio Oliveira

Com a experiência de mais de 30 anos levando a assistência técnica e a extensão rural ao interior do Tocantins, bem antes da criação deste e de já ter presidido o Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), Sebastião Pelizari Junior, tem outra grande missão e pouco tempo, neste mandato, para levar a frente este compromisso que lhe foi conferido pelo novo governador do Tocantins, Mauro Carlesse, que é voltar a presidir o órgão supracitado.

Pelizari não tem apenas a experiência das estradas e das pequenas propriedades rurais. De academias, também. De Técnico Agrícola, chegou a Agronomia, fez especialização em Fitotecnia e mais aproximadamente 40 cursos nas áreas de ciências agrárias e gestão.

– Estamos fazendo trabalhos para criar uma estrutura de busca de recursos e parcerias, tanto com a iniciativa pública, quanto com a privada, estamos propondo parcerias público-privada, atendendo até mesmo a questão de contratos – disse ele, em entrevista que nos concedeu, em seu gabinete na última segunda-feira, 23.

Pelizari Junior: desafio de reestruturar o Ruraltins (Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agronegócios))
Pelizari Junior: desafio de reestruturar o Ruraltins (Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agronegócios))

Com os cofres vazios de orçamento próprio e do Governo do Estado, mas focado no potencial dos recursos humanos do Instituto em fazer parcerias, buscar recursos nacionais e internacionais, Pelizari não está desanimado. Ao contrário, se diz bem motivado e confiante no apoio do Palácio Araguaia.

Esta entrevista é a continuação de uma série com novos gestores da área do Governo do Estado voltada para porteira a dentro e porteira a fora da agropecuária e das demais cadeias produtivas de proteína animal e vegetal do Tocantins.

Cerrado Rural Agronegócios (CRA) – Presidente, uma pergunta que tenho feito, nesta série de entrevistas com novos gestores da área técnica do governo do Tocantins, é o que dá para ser feito nesse mandato tampão, aqui no Ruraltins?

Sebastião Pelizari Junior – Antônio, diversas ações nós pensamos e, inicialmente, planejamos por dois meses quando o Governador (Mauro Carlesse) assumiu (de forma interina e depois eleito), e agora pretendemos continuar esse trabalho. Nós vamos continuar esse planejamento até o final do ano. De imediato, estamos estudando o Regimento Interno do Ruraltins para que possamos fazer algumas mudanças que entendermos necessárias à gestão, inclusive da estrutura administrativa do Ruraltins. Estamos fazendo trabalhos para criar uma estrutura de busca de recursos e parcerias, tanto com a iniciativa pública, quanto com a privada, estamos propondo parcerias público-privada, atendendo até mesmo a questão de contratos. Estamos também buscando recursos internacionais. Ou seja, o nosso objetivo é trazer recursos, colocar recursos, para fomentar as atividades da agricultura familiar em todo o Estado. Então, o objetivo do Governador é levar uma extensão rural de qualidade ao homem do campo, como têm solicitado os seguimentos sociais. Você vê que nós temos federações de trabalhadores, de agricultores familiares, de sindicatos, toda uma estrutura de movimentos sociais que nos pedem uma extensão rural pública, gratuita e de qualidade.  Então é isso o que estamos buscando atender, dentro do planejamento, o que são possíveis. Ações como as que estamos realizando dentro das exposições agropecuárias, dentro das feiras como a Agrotins. Nestes dias, estamos trabalhando para marcar presença na feira agropecuária de Arraias, que irá acontecer a partir  do dia 1º de agosto. Hoje nós estamos com o curso de capacitação junto com a Embrapa, que é o ABC do Leite, atendendo alguns agricultores e, principalmente, aos nossos técnicos, por meio da capacitação. Então, assim, estamos buscando, Antônio, fazer ações, mesmo com poucos recursos do Estado, mas temos recursos de convênios, de parcerias que são possíveis. A extensão rural tem uma característica muito forte na captação de recursos. Você sabe que o Governo Federal e entidades internacionais querem colocar recursos para a extensão rural e isso pode fazer a diferença nas nossas ações. Assim, mesmo dentro de um curto período, nós estamos conseguindo fazer muitas ações com parcerias que nós construímos, como, quando assinamos, na semana passada, uma parceria com a Fundação Banco do Brasil, para implantarmos 70  “Sisteminhas” (sistema de criação de peixes e cultivo de vegetais) da Embrapa em todo Estado, buscando levar fomento e melhorias na qualidade de vida e na condição alimentar para o homem do campo.

“Então, com essa fala do Governador, o que nos estimula a trabalhar é saber que ele, realmente,  está preocupado em levar qualidade para o campo”

CRA – O governador Mauro Carlesse tem origem na agropecuária empresarial. Como o senhor descreveria a visão que ele tem da agricultura familiar?

Sebastião Pelizari Junior – Antônio, muito interessante sua pergunta. Eu estive com o Governador nesta semana e conversei bastante com ele sobre a agricultura familiar. Foi até uma audiência bastante longa, com bastante paciência dele, que tem uma agenda corrida, como todo governador têm, e mesmo assim ele se colocou dizendo assim: “Junior, eu tenho um desafio muito grande. O primeiro desafio foi aceitar ser deputado (estadual), depois tornando-me presidente da Assembleia Legislativa; o Governo me caiu e eu tenho procurado a melhor resposta para a sociedade. A sociedade entendeu e me reconduziu ao cargo e, para mim, não preciso de mais nada, sou empresário bem sucedido. Apesar de ter vindo de família pobre, hoje sou empresário bem sucedido, mas aceitei ser governador, Junior, porque tenho um desafio que é atender com qualidade esses pequenos que precisam do Governo e vou fazer isso!” Então, com essa fala do Governador, o que nos estimula a trabalhar é saber que ele, realmente,  está preocupado em levar qualidade para o campo, melhoria das condições de vida para o campo, e este é o papel principal da extensão rural. Você sabe que a extensão rural tem um público diferenciado, é o público da agricultura familiar, não são grandes empresários, mas são quem levam 70% dos alimentos que nós consumimos à nossa mesa. Então, a agricultura familiar têm esse papel, de produzir, de evitar o inchaço das cidades, mas ao mesmo tempo temos a obrigação, enquanto Estado, de levar qualidade de vida, condições de produção, assistência técnica. É nessa parceria, que temos muito forte com a Embrapa, que vamos buscar, realmente, as necessidades tecnológicas que eles têm para que a Embrapa possa pesquisar e fazer inovação tecnológica e ao mesmo tempo a extensão rural.  Pegar esses pacotes tecnológicos e ajudar o homem do campo a implantá-los na sua propriedade.  Para isso, nós temos cursos de capacitação, temos uma série de ações que a extensão rural faz. Fazendo essa via de mão dupla, entre pesquisa, extensão e produção.

Ater e capacitação voltadas para a cadeia produtiva do leite (Foto: Ruraltins)
Ater e capacitação voltadas para a cadeia produtiva do leite (Foto: Ruraltins)

CRA –  Ao longo do tempo, a agricultura familiar têm sido colocada como a coitadinha da história.  Não está na hora de mudar conceitos, hora dos pequenos agricultores se conscientizarem que a agricultura familiar também faz agronegócio, é agronegócio; que ela não é uma coitada?

Sebastião Pelizari Junior – Olha, a agricultura familiar sempre foi e sempre será agronegócio.  Tanto é – como disse antes -, 70% do que comemos vem da agricultura familiar, isso é o agronegócio. Eu acho que na forma de se tratar é que se enxerga o produtor familiar como um pequeno, um excluído. Não, nós temos os pequenos, os assentados, que precisam de atenção especial, até social, e para isso nós temos muitos recursos que conseguimos captar, inclusive a fundo perdido. Nós temos a questão da compra direta que adquire daquele produtor familiar que tem dificuldade de vender sua produção e doamos essa produção para entidades assistenciais que trabalham com pessoas com risco nutricional. Nós temos outras ações como o fomento que estamos, com R$2.400,00  a fundo perdido, para montarmos pequenos projetos produtivos lá nas pequenas  comunidades.  Esse,  agora…

CRA – … Dois mil e quatrocentos reais, ou dois milhões e quatrocentos mil reais?

Sebastião Pelizari Junior – … dois mil e quatrocentos reais, por unidade. Então, nós fizemos mil, daí são dois milhões e quatrocentos mil reais.   Isso eu estou falando daqueles com menos renda per capita, com menos condições financeiras. Ao mesmo tempo que nós pegamos esse que tem dificuldades, melhoramos a condição alimentar com um projeto de comercialização, nós fazemos projetos do PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), levamos tecnologia para o setor que já está numa condição de renda per capita melhor e que também é agricultura familiar, para que ele possa produzir com mais qualidade, melhorando assim sua qualidade de vida. Trabalhamos, inclusive, Antônio, planejando junto com as famílias quais são seus sonhos futuros, aquilo que essa família espera fazer no futuro. Pode dizer um pequeno produtor: “Eu quero, daqui há dois anos, ter um carro”. Então, para ter um carro, que custa R$ 40.000,00, em dois anos, ele precisa ganhar R$20.000,00 por ano. O que ele vai  fazer para ganhar esses R$20.000,00?  Temos que ensiná-lo a planejar e a ganhar este dinheiro. Nos preocupamos, também, com a qualidade de vida do pequeno produtor. E a produção é um meio para ele ter condições financeiras suficiente para ter essa melhora de qualidade de vida.

“O assentado não é um coitadinho, não é um “assentado”, é uma pessoa que está tendo uma oportunidade de criar sua família com dignidade, de produzir”

CRA – O difícil é mudar essa mentalidade na agricultura familiar de assentados do INCRA. Como é lidar com essa situação, eles não aceitam nem falar em agronegócio?

Sebastião Pelizari Junior – Eles não são assentados do INCRA. Lógico que os assentamentos são conduzidos pelo INCRA, que, inclusive, tem recursos para dar assistência técnica e fazer a extensão rural nesses assentamentos. Mas o assentado é um público muito interessante. Eu, por exemplo, tenho orgulho de trabalhar com os assentados no Estado. Nós temos alguns convênios em parceria com o INCRA para assistir os assentamentos, e isso nos orgulha muito, porque nós vemos pessoas que as vezes estavam na cidade, conseguiram receber seu pedaço de terra, conseguiram se estruturarem ali a sua família, produzir e fazer a diferença no Estado por meio da produção e da qualidade de vida de sua família. Então, acho que o assentado não é um coitadinho, não é um “assentado”, é uma pessoa que está tendo uma oportunidade de criar sua família com dignidade, de produzir, e é uma pessoa que não quer ficar aqui na cidade, muitas vezes até necessitada da assistência do Estado ou do próprio município. Ele é uma pessoa que quer conduzir sua vida, quer produzir e trabalhar. Dou valor e respeito muito os assentados como pessoas que querem fazer a diferença da vida deles e de suas famílias, em ter o seu pedaço de terra para produzir.

ATER pública presente em todo o Estado (Foto: Ruraltins)
ATER pública presente em todo o Estado (Foto: Ruraltins)

CRA – Junior, você vêm de uma experiência de mais de trinta anos na extensão rural, inclusive já passou por aqui, na Presidência do Ruraltins, de outra vez. Em qual situação você encontrou o órgão, ao assumir este novo mandato, em termos de estrutura e condições de trabalho?

Sebastião Pelizari Junior – Antônio, é interessante, se nós fizermos um comparativo, realmente nesses dez anos, nos preocupou um pouco a forma que encontramos – sem crítica a quem quer que seja, pelo contrário, estamos fazendo uma análise. Há dez anos, quando estive na Presidência do Ruraltins,  nós deixamos aqui R$ 53 milhões em convênios assinados, o órgão estava com todas as condições de trabalho. Mas a economia do país mudou, nós temos que ser realistas e, realmente, hoje nós encontramos o órgão com dificuldade, sem condições próprias.  Mesmo assim, o órgão tem trabalhado com os convênios, como fazemos aí com o Estado,  que é considerado um orçamento de mais de R$ 50 milhões para a extensão rural; nós temos aí mais R$ 40 milhões em recursos captados por meio de convênios.  Assim, nós conseguimos fazer o órgão andar de forma satisfatória.  Logicamente que algumas coisas, nós queríamos andar um pouco mais, fazer mais. Mas nós precisamos entender que o momento em que o Estado passa é um momento de economia, de diminuir despesas, e nós, conscientes disto,  estamos colaborando da forma que é possível, mas  não deixando o agricultor familiar ser prejudicado por isso.  Por isto, estamos buscando, de forma bastante inteligente, recursos, fazendo parcerias e fazendo acontecer. Você vê, por exemplo, em Araguaína.  Nós precisávamos participar da exposição agropecuária de lá e precisávamos de mais de R$ 10 mil para montar uma estrutura e não dispúnhamos daquele recurso e nem estava orçado aquele recurso para nós. Buscamos, então, uma parceria com uma empresa privada que tinha interesse em montar seu estande e vender produtos para agricultura familiar. Esta empresa nos financiou, montamos nosso estande. Apenas um dia tivemos a visita de mais de dois mil agricultores. Ou seja, de uma forma inteligente, sem criar despesa para o Estado, conseguimos levar tecnologia e informação à mais de dois mil agricultores em um único dia. Pois, então, é possível buscar parcerias, com inteligência, fazer a utilização dos recursos. Inclusive, nós temos parcerias com secretarias do Estado, como a Seden (Secretaria de Desenvolvimento Econômico). Com esta, estamos fazendo o senso da piscicultura do Estado. Ou seja, é possível unir forças das secretarias e isso é uma determinação do governador Mauro Carlesse, que as secretarias otimizem seus trabalhos de forma econômica, mas não deixando de atender a população da forma que ela precisa.

“Na região sudeste do Estado, por exemplo, os colegas buscaram uma empresa que já está colocando recursos da ordem de R$ 400 mil no órgão, uma parceria público-privada”

CRANeste curto espaço de tempo, o que seria prioridade na sua gestão?

Sebastião Pelizari Junior – Neste espaço de tempo, eu acredito que a prioridade é a motivação dos servidores, que nós encontramos de certa forma um pouco cabisbaixo, muitas vezes faltando um pouco daquelas condições ideais de trabalho.  Falando da realidade para eles, como nós estamos e como nós poderemos ser daqui há um ano, dois anos, independentemente da gestão que estiver a frente do órgão. Estou pensando como extensionista de carreira que eu sou. Nós fizemos isso e os colegas entenderam muito bem. Fizemos reuniões em todas as regionais e nossos extensionistas estão nos ajudando na busca de recursos. Na região sudeste do Estado, por exemplo, os colegas buscaram uma empresa que já está colocando recursos da ordem de R$ 400 mil no órgão, uma parceria público-privada. Os próprios colegas estão se mobilizando, entendendo essa necessidade do novo momento de dificuldades, mas que a criatividade é a maior arma para se combater qualquer dificuldade que encontrarmos. Agora nós vamos fazer a feira de Arraias (no sudeste do Estado), vamos participar ativamente desta feira e os colegas também estão  conseguindo parcerias com empresas,  com prefeituras, para que não tenhamos custo. Nós vamos fazer uma feira de qualidade. O importante, acredito, é a motivação dos colegas.  Estamos trabalhando, também, com deputados estaduais e federais, em busca de emendas parlamentares da ordem de R$ 8 milhões para o ano que vem para melhorar a estrutura do órgão. Ou seja, eu tenho plena confiança que em questão de um ano, dois anos, a extensão rural no Tocantins vai estar num patamar muito bom e com condições de ser exemplo nacional novamente.

CRA – Junior, aos trancos e barrancos, um segmento da produção de alimentos no Brasil está se fortalecendo no Tocantins, que é a piscicultura, mais precisamente a aquicultura. Como que o órgão está se preparando para assistir melhor a esse novo segmento da nossa economia, principalmente na área do pequeno aquicultor?

Não é verdade que o governado Mauro Carlesse vai integrar o Ruraltins e a Adapec à Seagro”

"O importante, acredito, é a motivação dos colegas" (Foto: Ruraltins)
“O importante, acredito, é a motivação dos colegas” (Foto: Ruraltins)

Sebastião Pelizari Junior – Eu acho que é um segmento extremamente lucrativo, que pode melhorar a condição de vida do agricultor.  Tanto é que nós estamos implantando “sisteminhas”, onde se tenha uma produção de peixes para melhorar a condição alimentar da família e gerar um pequeno excedente para comercialização. Para isso, a extensão rural precisa realmente enxergar de forma futurista como estaremos atendendo. Para isso, nós temos um setor criado para extensão na piscicultura. Nós não fazemos pesquisa, nós não buscamos criar política pública para piscicultura.  Este é o papel da Seagro (Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária), mas nós precisamos de um setor aqui dentro, que pegue essas políticas públicas e as unam com as pesquisas, com as tecnologias e levem ao campo para que isso possa, realmente, funcionar em campo. Nós estamos com esse setor, de gente capacitada, levantando, fazendo o senso da piscicultura, ajudando a implantar “Sisteminhas”, ajudando a criar noções de extensão rural dentro da piscicultura para que os técnicos possam estar disseminando isso por todo o Estado. Hoje, temos uma estrutura que chega a 105 escritórios, atendendo todos os 139 municípios do Estado com a extensão rural. E isso é importante, e muitas vezes as pessoas pensam que o Ruraltins tem um custo muito grande para o Estado. Não. Quase 60% do aluguel e algumas despesas dos nossos escritórios são custeados pelas prefeituras que entendem a necessidade de se ter um escritório da extensão rural no município e sabem a diferença que fazemos naquele município.  Veja você que em um município pequeno como Tupiratins, por exemplo, conseguimos colocar mais de R$ 800 mil de projetos do FNO;  mais de R$ 700 mil reais em projetos do PRONAF; conseguimos colocar mais de R$ 200  mil de compra direta, além dos “Sisteminhas”. São recursos praticamente a fundo perdido. É dinheiro que entra no município e não sai mais. E gestor municipal com inteligência, quando vê isso, quer, de qualquer forma uma representação em seu município. Então, nós temos muitos pedidos para abrir mais escritórios do Ruraltins no interior do Estado.  Inauguramos nestes dias mais quatro escritórios:  Lagoa da Confusão, Goianorte, Tupirama e Tupiratins, sem custo para o Estado. Abrimos porque as prefeituras, os gestores municipais, os agricultores familiares entendem a necessidade de ter essa estrutura do Estado presente e atuante no seu município.

CRA – É verdade que o Governador quer integrar a ADAPEC e o Ruraltins a Seagro?

Sebastião Pelizari Junior – Não, não tenho essa informação. Eu vi uma matéria que você publicou (nas redes sociais deste repórter, com base em informações em off) e conversei com o Governador e em momento algum ele falou isso. O Governador fala que precisa fazer economia, precisa diminuir números de secretarias, mas entende que a extensão rural presente no campo é o Estado presente no campo. Conversei com Casa Civil também disse-me que não há esse projeto.

*Colaborou: Anahyny Aquino