A nuvem chegaria nesta traça-feira no Rio Grande do Sul (Foto: Senasa))

*Da Redação

As autoridades da Argentina divulgaram, nesta segunda-feira, 22, imagens impressionantes de uma nuvem de gafanhotos, causando apreensão entre os produtores rurais argentinos e, agora, os brasileiros. O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa), que monitora a situação desde maio, publicou um alerta de perigo sobre o avanço dos insetos na fronteira do Rio Grande do Sul.

Segundo o governo da Argentina, a nuvem veio do Paraguai e chegou à província de Santa Fé, na Argentina, no dia 17. Dois dias depois, avançou pelo Rio Paraná até Corrientes. O Senasa comunicou que a previsão é de que, com os fortes ventos, os gafanhotos cheguem ainda nesta terça-feira, 23,   à província de Entre Ríos.

Técnicos do Ministério da Agricultura e Pecuária da Argentina estão em campo e pedem para que os produtores relatem qualquer ocorrência do tipo.

– Devemos lembrar que, em aproximadamente um quilômetro quadrado, até 40 milhões de insetos podem se mobilizar e comer as pastagens, o que equivale ao consumo de 2 mil vacas –  explicou o governo da província de Córdoba, um dos que monitoram o fenômeno.

O mapa de mostra em uma faixa vermelha as regiões do país que estão em “perigo”. Parte delas faz fronteira com o Rio Grande do Sul.

Nuvem de destruição

De acordo com o ministério argentino, a nuvem se movimentou por quase 100 quilômetros em um dia devido às altas temperaturas e ao vento. Imagens divulgadas pela pasta e pelo Senasa mostram a chegada da nuvem a Santa Fé e a destruição causada pelos insetos em uma lavoura de milho, ainda em maio, em uma localidade da província de Formosa.

O estrago na lavoura é muito grande (Foto: Senasa)

Nuvem de destruição

Ainda conforme o governo argentino, a nuvem se movimentou por quase 100 quilômetros em um dia devido às altas temperaturas e ao vento. Imagens divulgadas pela pasta e pelo Senasa mostram a chegada da nuvem a Santa Fé e a destruição causada pelos insetos em uma lavoura de milho, ainda em maio, em uma localidade da província de Formosa.

Em outra postagem, o Senasa mostra o prejuízo causado pela nuvem de gafanhotos em lavouras de milho e mandioca.

– Notamos a presença de uma nuvem de gafanhoto do Paraguai, em Colonia Santo Domingo, na cidade do General Manuel Belgrano, Formosa. Vamos avaliar a densidade da população da peste e os danos causados ao milho e mandioca.

O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar ressaltam que os gafanhotos podem causar danos às culturas e aos pastos, mas não às pessoas.

– Eles podem causar danos às culturas e aos pastos, mas não constituem um risco para as pessoas – disse em um comunicado.

Segundo especialistas, o fenômeno da nuvem de gafanhotos geralmente surgem quando ocorre um aumento exagerado na quantidade de gafanhotos em determinada região. O aumento populacional da espécie está ligado a mudanças climáticas. Em excesso e com fome, eles se aglomeram e se deslocam para procurar alimentos.

Mapa do roteiro da nuvem (Senasa)

No Brasil

Segundo a Emater do Rio Grande do Sul, ainda não há protocolos estabelecidos para o controle da nuvem de gafanhotos, já que é uma situação nova para todos na região. E, caso os insetos avancem pelas culturas da região, não devem oferecer grandes prejuízos, já que o RS está na entresafra, o intervalo entre uma safra e outra. Neste período, os gafanhotos encontrariam apenas pequenas áreas de campo nativo, que são culturas de alimentos para animais.

*Com informações do Metrópoles