Por Antônio Oliveira

Infeliz – e que Deus os proteja -, daqueles que, por um motivo ou outro, menosprezam as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e das autoridades de saúde do governo federal, dos estados e municípios no Brasil. A situação de pandemia do Covid-19 é grave e nós, brasileiros, não podemos contribuir para que se repitam no nosso país experiências amargas vividas pela China e Itália, principalmente; que coloquemos em prática os bons exemplos tomados, depois, por estes países, principalmente pelas autoridades e povo chineses.

Particularmente, eu, juntamente com mais 23 jornalistas e influenciadores digitais de agronegócio e mais 5 pessoas, entre coordenador, seus assessores e motorista, corremos risco entre os dias 8 e 13 de março próximos passados. Foram dias em que saímos de nossas origens, fazendo o trajeto aéreo entre o aeroporto de nossas cidades aos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo e, em seguida, embarcando num ônibus que nos levou à 9 cidades de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, num total de mais de 2 mil quilômetros, visitando empresas e projetos do agronegócios e institutos de pesquisas, sendo recebidos, em contatos físicos, por hospitaleiros pesquisadores, executivos e demais colaboradores, nos hospedando em seis a sete hotéis e frequentando restaurantes, quase sempre lotados. Seguíamos tranqüilos, respirando agronegócio. Autoridades de saúde de todo o Brasil ainda não tinham se tocado para o perigo da pandemia e não haviam impostos a quarentena. Mas, inocentemente,  corremos risco e se, com muita certeza, esse roteiro do Road Show de Jornalistas e Influenciadores de Agronegócio, tivesse sido marcado para uma semana depois, seus organizadores e empresas parceiras não o teriam realizados.

Quando a equipe desembarcou do ônibus para tomar um avião de volta para suas cidades de origem – em onze estados brasileiros -, é que se inteirou do risco e todos se colocaram em estado de auto-observação, já em suas residências. Terminado, dia 24, o período de quarentena voluntária, todos, graças a Deus constataram que não se contaminaram.

“Não senti nada. Idem minha amiga, seus filhos e meus familiares aqui em Palmas, graças a Deus”

Eu corri este e outro risco.

É que, terminado a programação desta turnê, optei por passar o final de semana com uma ex-namorada, hoje amiga, e com seus filhos, que moram em São Paulo. Não teria feito isto, se ao terminar aquele trabalho, tivesse informação de que corremos risco de contaminação e os governos já estavam de alerta. Mas, minha amiga foi estratégica, além de cordial, honrando nosso compromisso de três dias de convivência fraterna: logo que cheguei, me “empurrou” para o banho e mandou minhas roupas sujas para a máquina de lavar. Portão a fora, tanto eu, quanto ela e os filhos, teriam que usar o álcool em gel nas mãos e braços.

“A vida é preciosa, temos que cuidar dela e das de nossos semelhantes, sobretudo de entes queridos”

Assim, tive que observar dois períodos: o da turnê de trabalho,  e os três dias em que fiquei na capital paulista, quase que recluso em casa, por segurança imposta por minha amiga.

Porém, para chegar àquela casa e voltar para o aeroporto de Guarulhos, de volta para minha cidade, passei por estações e carros de metrô, trem,   ônibus, saguões do aeroporto e aeronave que me levou de volta à Palmas. Voltei preocupado em ter contaminado minha amiga e suas crianças e chegar em casa e contaminar meus familiares.

O prazo de quarentena desta última etapa da minha viagem a São Paulo terminou ontem, 30/03.

Não senti nada. Idem minha amiga, seus filhos e meus familiares aqui em Palmas, graças a Deus.

Mas, nem por isto, baixo a guarda e sigo a quarentena imposta pelas autoridades do meu país, do meu estado e do meu município. É angustiante está preso em casa, mas fazer o que?

A vida é preciosa, temos que cuidar dela e das de nossos semelhantes, sobretudo de entes queridos.