*Da Redação

Segmento produtivo de fundamental importância à segurança alimentar,  não só do Brasil, mas de todo o planeta, além de ser uma grande âncora na geração de empregos e renda; grande suporte do PIB geral e da balança comercial, o agronegócio brasileiro, enquanto produtor, é de uma performance muito grande e exemplo de sustentabilidade socioambiental entre todos os países produtores no mundo.

(Foto: Reprodução Jovem Pan)

Porém, sempre deixou a desejar em termos de popularidade e ser compreendido entre homens e mulheres das cidades. É visto como o grande vilão em tudo.

É uma tecla que eu, como jornalista do setor, venho batendo há anos. Mas, finalmente, de dois anos para cá, alguns setores da mídia e do próprio  agro, buscam meios de reverter esta situação.

Aqui, pego emprestado, do site da Rádio Jovem Pan (SP), importante medida anunciada pelo excelente José Luiz Tejon.

Segue

“Nas grandes crises surgem e crescem grandes soluções. Está nascendo um movimento de inovações no agronegócio que vai tomar uma gigantesca força exatamente no pós coronavírus. O mercado global de ingredientes alimentícios, o invisível da nutrição, e o novo agronegócio será chamado de saúde.

No mundo cerca de US$ 33 bilhões e até 2026 dobra de tamanho: mais de US$ 63 bilhões. E na minha percepção será mais, muito mais,  esse mercado de ingredientes nutricionais nos alimentos, porque no pós coronavírus alimentação virará sinônimo direto de saúde.

E quem produzir ingredientes nutricionais para os alimentos estará criando um novo e poderoso agronegócio. Invisível, onde gramas valerão ouro. Então aí vem o lado criador do Brasil. Está sendo criado e lançado um consórcio pré-competitivo, reunindo a inteligência brasileira e internacional numa Plataforma Biotecnológica Integrada de Ingredientes Sustentáveis (PBIS).

Participam a Fapesp, Unicamp, USP, Ital, Apta e a Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. Temos hoje uma falta de ingredientes nacionais competitivos e de alta performance tecnológica, numa sociedade cada vez mais necessitada de ver alimentos contendo ingredientes para a saúde e na luta contra as doenças crônicas como diabetes, obesidade e outras.

O investimento será 70% do Governo do Estado de São Paulo e 30% da iniciativa privada, que poderá usufruir dos resultados da pesquisa. A sede física será no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), em Campinas, com laboratórios e plantas-piloto na Unicamp, USP, e ainda com um Conselho Internacional dos centros mais avançados nessa pesquisa do mundo como Peter Eisner do Instituto Fraunhofer de Hanover, Alemanha, dentre outros.

O consórcio pré-competitivo inovador terá quatro plataformas, síntese de lipídeos, obtenção de extratos fenólicos, desenvolvimento e produção de pré-bióticos e novas fontes de proteínas vegetais. Empreendedores e cooperativas nesta hora de crise, nos preparamos para grandes saltos no pós-crise. As empresas participantes desde já terão direito de licenciar tecnologias desenvolvidas e poderão utilizar a lei do bem, abater de 40% a 50% do investimento realizado.

Na história da humanidade, as enfermidades provocaram grandes mudanças no mundo. E dessas mudanças novos conhecimentos e novos ciclos científicos e econômicos surgiram. Deste será da mesma forma.

A Hora do Novo Agronegócio, plataforma biotecnológica integrada de ingredientes sustentáveis. Procure no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital). A inovação já está ali.

José Luiz Tejon para Jovem Pan.

Contato da Gisele Anne Camargo – Email: gisele@ital.sp.gov.br “